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Três maneiras de tornar o seu clube mais inclusivo

Abaixo estão algumas ideias para cultivar a inclusão: Torne seu clube acessível O local de reunião do seu clube é conveniente para todos? Se não, considere a possibilidade de se reunir em mais de um local. Como os associados se atualizam quando faltam a uma reunião? Disponibilize o que foi falado nas reuniões para aqueles que não puderam comparecer. O horário da reunião funciona de acordo com o segmento populacional que o seu clube quer atrair? Ofereça várias opções, como algumas reuniões de manhã e outras à noite, algumas com refeições e outras sem, etc. Há algum custo desnecessário que impeça algumas pessoas de comparecer, como pagar pela refeição? Um cardápio simples pode criar transtorno não intencional para aqueles com restrições alimentares. Considere também oferecer a opção de não comer nada. Você pode coletar as taxas mensal ou trimestralmente, em vez da cobrança anual? Dê aos associados algo significativo para fazer Para este fim, os líderes do clube têm que saber das preferências de cada associado e determinar quais atividades despertariam seu interesse. Às vezes, é mais fácil fazer o trabalho do que delegá-lo, mas a delegação de tarefas aumenta a eficácia e faz as pessoas se sentirem que fazem parte do processo.   Dê treinamento sobre diversidade e inclusão Todo clube pode se beneficiar da conversa franca sobre estes tópicos. Recebi feedback de muitos associados e, ao falar com os distritos, ouvi dizer que algumas pessoas hesitam em se associar devido a comentários ou comportamentos inapropriados. Conduza sessões de treinamento para ressaltar a necessidade de: Usar linguagem inclusiva. Aprenda sobre os efeitos que nossas palavras têm na criação de uma cultura de comportamento normalizado. Para alcançar a meta de que as mulheres representem 30% do quadro associativo e da liderança até junho de 2023, precisamos tomar medidas positivas nesta área. Detectar e evitar discriminação e preconceitos inconscientes. Às vezes, as pessoas podem ser tratadas de forma não intencional e injusta por causa de uma característica pessoal. Compreender e evitar o assédio sexual. O movimento “me too ” aumentou a conscientização sobre assédio sexual. Leve um especialista ao seu clube para aumentar a conscientização dos associados sobre o assunto e falar sobre o que eles podem fazer para evitar situações do tipo.  fonte: Katey Halliday, associada do Rotaract Club de Adelaide City e do Rotary Club de Adelaide Light, na Austrália. Katey Halliday.

Nota de Pesar

Obrigada pelos 62 anos de vida rotária dedicada com primor à nossa instituição! O espírito jovem do companheiro do Rotary Club de Copacabana, Alberto Cumplido Sant´Anna que completou 94 anos ontem, deixará saudades. 

Atenção Tesoureiros | NOVOS arquivos disponíveis

O Tesoureiro Distrital 2020-21, Fabio Luiz Guimarães disponibilizou no site https://www.rotary4571.org.br/downloads na pasta 70. Tesouraria três arquivos para uso dos Tesoureiros dos Clubes.  Rotary Legal (arquivo de word). Planilha do Orçamento do Clube 2020-21 (planilha do excel). Planilha de Controle de Receitas e Despesas do Clube  (planilha do excel). Ainda na pasta 70. Tesouraria foi acrescentado pela GD 2020-21 Kassima Timoni Góes Campanha arquivo do Demonstrativo do Resultado da Apuração da Votação do Orçamento 2020-21. Este arquivo foi publicado de forma privada (figura do cadeado). Isto significa que ao clicar nele, você será convidado a digitar seu login de Associado (e-mail e senha de associado) para ter acesso ao download do arquivo. Qualquer dificuldade no acesso dos arquivos, não hesite em procurar um membro da equipe distrital no privado do whatsapp. Fábio Luiz GuimarãesTesoureiro Distrital 2020-21    

Wakanda Rotária: Jovens negros mostram sua força e sua voz no Rotaract

Enquanto o movimento pela valorização das vidas negras ganhava as ruas no Brasil e no mundo nos últimos meses, um grupo de associados do Rotaract, clube de Rotary voltado ao público jovem, se formava para mostrar a representatividade da população negra dentro do mundo rotário. Filipe Bento, Natália Lopes e Daniel Cerverizzo são de clubes e cidades diferentes, mas se uniram por meio do Twitter para criar um espaço em que os jovens negros do Rotaract pudessem ter apoio mútuo e visibilidade. “Existem diversos grupos (dentro do Rotaract): para vôlei, para direito, xadrez, lgbtqi+. Ou seja, existem diversos grupos, mas por que não um grupo para pessoas negras?”, questionava Natália. Com o mesmo sentimento e necessidades semelhantes, ela, Filipe e Daniel criaram em maio deste ano o Wakanda Rotária. Para quem não sabe, Wakanda refere-se a um país fictício do universo de heróis da Marvel, localizado na África subsaariana. Nação do herói Pantera Negra, Wakanda é o país mais avançado do mundo, social e tecnologicamente. Assim, a referência ao país fictício é carregada de simbolismo para os criadores do grupo do Rotaract. “Tem um termo que a gente usa que chama ‘afrofuturismo’, que é a ideia de se pensar o futuro com um recorte racial. E sempre que a gente fala sobre futuro, a gente tem que pensar em um futuro onde as questões raciais são deixadas de lado, não por negligência, mas porque elas não são mais necessárias. E o filme trouxe essa perspectiva para a gente do ponto de vista estético, onde a gente pode assistir uma obra e ver um futuro onde as questões raciais são ultrapassadas, são superadas”, explica Filipe. Se você não é negro e acha que essa questão de representatividade não é relevante, é melhor olhar os números e pensar de novo. O Brasil é majoritariamente uma nação formada por negros e pardos (56,10% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), mas eles são minorias em grupos considerados de elite como o Rotary e o Rotaract. No Rotaract, por exemplo, de um total de 8.366 associados brasileiros, apenas 657 se declaram como negros, ou seja, menos de 8% de seus membros. E esse fato faz uma grande diferença para as pessoas negras que já integram os clubes. “No ano passado, no último encontro paulista de Rotaracts, eu lembro que em alguma parte do evento, estavam eu e a Natália e eu falei para ela olhar ao redor e ver quantas pessoas afrodescendentes havia ali. E dava para contar nos dedos”, relembra Daniel. “Em um evento que abrange São Paulo e Rio de Janeiro, dar para você contar nos dedos de uma mão o número de afrodescendentes mostra que tem alguma coisa errada. A partir daquele momento, eu vi que a gente tinha que mudar esse cenário”, explica. Em época de pandemia, e com seus mais de 120 participantes espalhados em diferentes estados brasileiros, o Wakanda Rotária tem realizado seus eventos pela internet. Já foram dois debates, um com o tema “Movimento negro no Brasil: A História” e o outro com o tema “A cronologia das leis brasileiras e seu papel no curso da população negra no Brasil”. Os temas dos debates foram escolhidos por pesquisa de interesse feita entre os próprios membros do grupo. As “lives” têm atraído uma audiência formada por negros e brancos interessados em conhecer uma parte da história do Brasil que fica um tanto escondida no ensino tradicional de nossas escolas. “Tem muita coisa que não se aprende na escola ou que a família não ensina. São coisas que a gente tem que ir e correr atrás daquele ensinamento. Então, a gente sentiu que tinha essa necessidade”, destaca Natália. Além de passar um outro lado da história brasileira, os debates promovidos pelo grupo também visam a ajudar a população negra a entender e a ter maior apoio em situações que, infelizmente, são recorrentes em seu cotidiano. “Como eu vou saber se é racismo, se eu não tenho conhecimento sobre racismo? Como vou saber se é injúria, se eu não tenho conhecimento sobre injúria?, pergunta Natália. “Então, estamos trazendo esse conhecimento desde o início por meio das ‘lives’”. O grupo tem servido como importante base de apoio para seus membros, que agora buscam ajuda uns nos outros quando se veem em alguma situação incômoda gerada pela discriminação. “Depois da criação do grupo, eu me sinto mais seguro em abrir questões com os participantes. Perguntar se as pessoas já passaram por uma situação (semelhante)”, diz Daniel. Para ele, o Wakanda Rotária também deu maior visibilidade aos negros dentro do Rotaract. “Em relação aos outros rotaractianos, eles estão nos enxergando mais. Não somos mais pontinhos pretos soltos, agora, é um amontoado, a gente se uniu”, afirma. Sobre o movimento popular para a valorização das vidas negras, que deu o impulso para a criação grupo, os três acreditam que foi um importante momento de visibilidade midiática para a causa, mas que há questões muito mais profundas a serem atacadas. “Acho que essas ondas têm importância significativa, sim. Elas fazem a gente refletir. Principalmente quem não conseguia enxergar esses problemas na sociedade. Mas, de onde surge tudo isso, a gente não está nem perto de chegar nessas discussões ainda”, avalia Filipe. “Aqui no Brasil, a gente ainda não superou a escravidão. Aqui, a maior parte da nossa população mais pobre é também negra, e não é por acaso. Então, o Brasil tem o desafio gigantesco de se enxergar como nação que foi construída em cima de povos que foram escravizados. Assim como a Alemanha tem vergonha hoje do que foi o nazismo, a gente tem que ter essa vergonha do que foi o movimento escravagista aqui no Brasil, que é uma coisa que a gente está longe ainda de conseguir”, aponta. “Então, acho que essas pautas são importantes, elas trazem uma discussão pontual que é muito relevante, a gente reconhece o valor da discussão, mas, para a gente, está longe ainda, a gente não cria nem uma esperança de que vai mudar muita coisa, porque a realidade é um pouco mais cruel”, diz. Daniel concorda com a colocação do colega. “O Filipe usou um exemplo que é muito bom, a Alemanha. Lá, existem museus, existem monumentos históricos que estão lá para eles sempre lembrarem do que aconteceu. E o Brasil é totalmente o oposto disso, o Brasil tenta esconder, a gente não fala, parece que é um tabu. Existe um silêncio quando a gente fala nisso (a escravidão e suas consequências)”. Dentro do Rotaract, eles acreditam que é possível fazer um trabalho para atrair novos associados negros e fazer com que os mesmos se sintam acolhidos dentro dos clubes. “Acho que o primeiro passo é quebrar aquela imagem de que a família rotária é só para ricos, porque não é. Temos que fazer eventos mais acessíveis, mostrar que a família rotária abraça todo mundo. Nosso trabalho está aí para quebrar essa imagem”, opina Daniel. “Eu acho que nós fazemos a nossa própria representatividade, permanecendo firmes e fortes nos nossos clubes para que as pessoas de fora vejam que existem pessoas negras dentro da família rotária, existem pessoas que têm voz. Eu acredito que esse é um dos primeiros passos, a nossa visibilidade, a nossa própria permanência para que as pessoas de fora vejam que não é só branco, só rico e assim por diante”, conclui Natália.   Daniel Cerverizzo é associado do Rotaract Club de São José do Rio Preto – Inspiração Filipe Bento é associado do Rotaract Club de Ouro Preto Natália Lopes é associada do Rotaract Club de Adamantina Quem quiser entrar em contato com o grupo pode seguir sua conta no Instagram @wakandarotaria. Usando a hashtag #wakandarotaria no Twitter, você encontra as postagens já feitas sobre os debates do grupo.

Mensagem do Presidente Holger Knaack

Julho de 2020Embora esta não seja uma época, digamos, otimista, nós temos que ser positivos. Muito antes da fundação do Rotary, o mundo já tinha lidado com crises gigantescas que testaram a habilidade humana de tolerância e busca do progresso. Desde que o Rotary surgiu, o mundo tem enfrentado muitas catástrofes. Em meio às adversidades, nós sempre nos levantamos e ajudamos as comunidades a se recuperar. Todo grande desafio nos traz a chance de renovação e crescimento. Na Assembleia Internacional em San Diego, quando a crise de covid-19 ainda estava no começo, eu revelei meu lema O Rotary Abre Oportunidades, que é uma mensagem em que acredito já há muitos anos. O Rotary não é apenas um clube ao qual você se associa, mas um convite a possibilidades infinitas. Nós abrimos oportunidades para nós e também para outros. Nossas ações, sejam elas grandes ou pequenas, abrem oportunidades para aqueles que precisam de nós, e nesse processo o Rotary abre oportunidades para vivermos uma vida mais plena e significativa, embasada nos nossos Valores e ao lado de amigos do mundo inteiro. Os governos e instituições estão cada vez mais receptivos a parcerias em iniciativas de saúde, algo essencial ao nosso trabalho. Nestes meses de confinamento, as pessoas estão querendo se conectar e ajudar suas comunidades e, com isso, elas abraçam os princípios e valores que temos promovido por mais de um século. Apesar dessa perspectiva positiva, não é porque hoje há mais oportunidades do que nunca para o Rotary prosperar que teremos sucesso em tudo. O mundo já vinha mudando rapidamente, mesmo antes da pandemia. Há tempos que as pessoas estão se distanciando de encontros presenciais, preferindo se reunir virtualmente. As amizades estavam sendo reavivadas e mantidas pelas redes sociais bem antes da maioria das nossas reuniões ter migrado para o Skype e o Zoom. As novas gerações têm uma grande vontade de servir, mas não sabem se podem assumir um papel significativo em organizações como a nossa, ou se causariam mais impacto criando diferentes tipos de conexões. Agora é o momento de colocarmos as cartas na mesa, testar novas abordagens e moldar o Rotary do futuro. A covid-19 nos forçou a adaptarmos às circunstâncias. Isto é benéfico, e o Plano de Ação nos pede justamente para melhorarmos nossa capacidade de adaptação. Entretanto, adaptação por si só não é suficiente. Precisamos mudar de forma drástica para vencermos os desafios da nova era e fazermos do Rotary a força do bem que este mundo tanto precisa. Este é o nosso combate, não apenas no ano em curso como também no futuro. Cabe a nós transformar o Rotary nestes novos tempos — abraçando ideias, energia e determinação dos jovens em busca de um canal para materializar seus ideais. Temos que nos tornar uma organização completamente enraizada na era digital, não apenas uma organização que recorre ao universo on-line para continuar fazendo o que sempre fez. O mundo precisa do Rotary agora mais do que nunca. Vamos então garantir que O Rotary Abra Oportunidades por muito tempo ainda.

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