Dia Mundial do Doador de Medula Óssea
por Rotary Club de Caçapava-Jequitibá
Dia 17 de setembro é comemorado o dia mundial do doador de medula óssea. A data reforça a urgência dos pacientes que aguardam na fila de espera por um transplante. A chance de se encontrar no Brasil uma medula óssea compatível com a de outra pessoa que não é da mesma família é de 1 em 100 mil, mas pode ser 1 em 1 milhão se tiver que procurar em outros países
Encontrada no interior dos ossos, a medula óssea contém as células-tronco hematopoéticas que produzem os componentes do sangue, incluindo as hemácias ou glóbulos vermelhos, os leucócitos ou glóbulos brancos que são parte do sistema de defesa do nosso organismo, e as plaquetas, responsáveis pela coagulação. É importante destacar que cerca de 25% dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea encontram o doador ideal no núcleo familiar. O restante depende de parentes parcialmente compatíveis ou de doadores voluntários. Uma nova portaria do Ministério da Saúde que entrou em vigor em junho desse ano, alterou o limite de idade no cadastro no banco nacional de 55 para apenas 35 anos. As demais condições para o cadastramento não sofreram alteração: ter entre 18 e 35 anos, boa saúde e não apresentar doenças como as infecciosas ou as hematológicas. O limite para efetivar a doação de medula óssea não aparentada também não foi alterado, ou seja, todos os doadores (mesmo os que irão se cadastrar a partir do novo critério de idade) poderão realizar a doação até 60 anos. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), atualmente, em média, 850 pacientes estão em busca de um doador não aparentado. "Doar medula óssea deveria fazer parte da cultura dos brasileiros, mas o ato é pouco divulgado entre das pessoas", diz Marta Lemos, hematologista e Coordenadora Médica do Serviço de Hemoterapia e Terapia Celular do A.C. Camargo Cancer Center. "O número de cadastros já não era alto e com a covid-19 caiu mais ainda", alerta Lemos.






