O Novembro Azul. Texto baseado em apresentação feita em "Coisas de Meninos".

por Rotary Club de Engenheiro Paulo de Frontin

Por Eduardo Vasco, médico Urologista, associado ao Rotary Club do Rio de Janeiro-Maracanã.
Por Eduardo Vasco, médico Urologista, associado ao Rotary Club do Rio de Janeiro-Maracanã.

NOVEMBRO AZUL: PREVENÇÃO DO CÂNCER DA PRÓSTATA

 

A campanha Novembro Azul surgiu a partir da ideia de dois amigos australianos, Travis Garone e Luke Sllatery, que, no início dos anos 90, se inspiraram em uma campanha da mãe de um amigo deles, que arrecadava fundos para mulheres que tinham câncer de mama. A partir de 2003, Travis e Luke, começaram a fazer uma campanha de conscientização dos homens de sua pequena cidade natal, que faleciam precocemente de doenças cardio-vasculares e de câncer da próstata. Em comum acordo, eles deixavam o bigode crescer do primeiro até o dia 30 de novembro, para lembrar à população local sobre a importância da prevenção de doenças, principalmente do câncer da próstata. Eles aproveitavam a oportunidade para arrecadar doações espontâneas em dinheiro e doavam para instituições de caridade locais. Alguns anos depois, a idéia ficou conhecida e os governos de vários países começaram a adotar o mês de novembro como o mês da prevenção do câncer da próstata, sendo a cor azul utilizada por ser a cor do sexo masculino, como o rosa é utilizado no outubro rosa (prevenção do câncer de mama).

O câncer da próstata é o tumor maligno mais comum no sexo masculino, e a segunda causa de morte por câncer. Os países onde a doença é mais frequente são os do hemisfério norte (Estados Unidos, Canadá, Europa) e da Oceania (Austrália e Nova Zelândia). No Brasil, a incidência é moderada, sendo menos frequente que nos países acima citados. Em nosso país, a região mais afetada pela doença é a região sul, seguida pela região sudeste, centro-oeste, nordeste e norte.

A chance de um homem desenvolver a doença ao longo da vida, gira em torno de 15%, e de morrer da doença é de 2.7%.

Um em cada seis homens será diagnosticado com a doença ao longo da vida, sendo 90% de chance de cura se for diagnosticada na fase inicial.

As pessoas da raça negra são mais acometidas pela doença do que os brancos e amarelos (japoneses e chineses), tendo mais chances de morrerem da doença também.

Os fatores de risco para o desenvolvimento desta doença são: idade maior de 50 anos, histórico familiar de câncer da próstata, falta de exercícios, sobrepeso, má alimentação e o hábito de fumar.

Esta é uma doença que não causa sintomas nas fases iniciais. Estes sintomas são : dificuldade para urinar, ardência ao urinar, sangue na urina ou no esperma, dores nos ossos, anemia e perda de peso (fase avançada da doença). Por isso é importante a realização dos exames preventivos para diagnosticar precocemente a doença.

O diagnóstico é realizado por um médico urologista e consiste no exame retal da próstata (toque retal), a dosagem sanguínea do PSA (antígeno prostático específico) e a ultrassonografia da próstata.

Em casos de suspeita de tumor da próstata, o médico solicita uma ultrassonografia com biópsia da próstata.

O tratamento dependerá do estágio da doença, sendo baseado no tratamento cirúrgico, radioterapia da próstata, tratamento hormonal e quimioterapia (nos casos de doença avançada).

Nas fases iniciais da doença, a cirurgia continua sendo o melhor tratamento, com os melhores índices de cura (96%), seguido pela radioterapia (90%).

Modificações progressivas no estilo de vida, com alimentação mais saudável, (evitando ingestão de alimentos gordurosos), exercícios físicos moderados, evitar fumar e fazer exames preventivos a partir dos 45 anos de idade, fazem parte de uma rotina que deve ser seguida pelos homens ao longo da vida.

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